quinta-feira, 5 de março de 2009

Motivação da leitura e formação de leitores

«Celebrei com os livros um pacto que nunca diminuiu de intensidade. Os livros invadiram a minha casa e a minha vida, roubando-me espaço mas proporcionando-me infinitas alegrias». (Letria, 2006)

Dentro de cada um de nós está o sonho de conseguir motivar os pequenos leitores para o prazer de ler....

É bom ver alguém que já sabe ler a contar uma história para os mais pequeninos no recreio... trocando o jogo da corda pela história,,,

Foi tão bom ouvir chamar:"Professora, chegue aqui depressa!.... Este livro cheira mesmo a chocolate! Era o "Livro com Cheiro a Chocolate" de Alice Vieira.


Foi bom ver o entusiasmo de professores a ler para ouvintes tão interessados ...

Foram muitos os livros...

Foi bom ver:
As dramatizações
O nabo gigante

As ilustrações
A bruxa Mimi
Os livros passados em powerpoint
A Joaninha vaidosa
A toupeira que queria saber quem lhe fizera aquilo na cabeça

O casamento da gata
Os livros gigantes

As bandas desenhadas
A girafa que comia estrelas
Os resumos da história
As histórias inventadas a partir de objectos ....

O dragão que se alimentava de livros e estava sempre cheio de fome...
Tantas fichas de leitura para saborear !


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O ensino da leitura: a compreensão de textos


Aqui fica um poema de Eliseu Alves, tirado do blogue da Biblioteca Secundária de Lousada:

O PRAZER DE LER

Mais do que palavras, ler é saborear
Histórias tristes e belas, cenários de encantar
Mais do que ciência, ler é experimentar
Ler é sobretudo prazer… prazer de ler
Ler é não ter medo, ler é liberdade,
Ler é ser honrado, ser nobre, ser elevado
Ler é viajar, por terra, por rio e mar
Ler é sobretudo prazer… prazer de ler
Ler é ser capaz, ler é ser audaz
Ler é arriscado, por isso tem cuidado
Ler é vaguear de dia ou ao luar
Ler é sobretudo prazer… prazer de ler
Ler é mais que tudo o que possas imaginar
Ler é ser alguém, alguém que tem para dar
Dar e receber, dar para viver
Ler é sobretudo prazer… prazer de ler

A principal meta do Ensino da leitura é "Desenvolver nos alunos as capacidades, habilidades e destrezas para ler um texto fluentemente (rapidez, precisão e expressividade) a partir do reconhecimento instantâneo de palavras. Este facto possibilita a libertação da atenção e da memória para a recuperação do significado das palavras, frases e textos lidos."
(Sim-Sim, 2007)


Foram trabalhados diversos tipos de texto nas várias salas de aula:
Textos instrucionais:



"Encher um balão sem assoprar" "A electricidade faz dançar"

A professora recorta um dos textos em três unidades: título,
materiais necessários e modo de realizar,
activando o conhecimento prévio sobre o assunto.
Em grupo os alunos lêem os textos e realizam as experiências.



Por fim, os alunos são desafiados a ajudar a professora distraída
que baralhou as duas experiências escritas em banda desenhada
e não sabe como fazê-las.
Os balões de fala estão soltos e os alunos
ajudam a professora a põr os balões no sítio certo.


Água, azeite, álcool e mel…

uma mistura fantástica


Os alunos realizam um trabalho cooperativo que tem por base um texto instrucional, que os guia na realização de uma experiência que procura demonstrar que há líquidos com densidades diferentes.

Neste trabalho cooperativo cada elemento do grupo tem uma função específica.

Este texto instrucional guia o grupo na execução das várias tarefas. Todas as fases da experiência são registadas pelos alunos, através da descrição do que observam e de um desenho ilustrativo.


Textos narrativos:

Ulisses

Os alunos preenchem individualmente a grelha “Antes da leitura”.

Leitura silenciosa

Os alunos preenchem individualmente a grelha “Depois da leitura”

Explicação do texto de modo a que todas as palavras sejam percebidas e que o sentido seja compreendido por todos.

Reconto oral do texto reforçando a ideia principal.

Preenchimento do crucigrama incluído na ficha de trabalho.

Os alunos sublinham, a cores diferentes, todas as palavras correspondentes a cada personagem, seguindo o seu “percurso” ao longo da narrativa. Posteriormente construirão, as “histórias de vida” das quatro personagens

A lenda da serra da Estrela

Leitura do texto pela professora e posteriormente pelos alunos.

Exploração oral do texto.

Resolução de uma ficha de trabalho.

Ilustração do texto narrativo ou de uma viagem à serra da Estrela.

Textos informativos

Breve diálogo com os alunos sobre os animais em vias de extinção de modo a identificarem a cegonha-preta e outros animais.

Ficha de autoverificação de conhecimentos antes e depois da leitura sobre o assunto .Nesta fase, os alunos apenas preenchem a coluna “Eu penso que”.


Texto informativo sobre a cegonha-preta onde cada grupo fará uma leitura selectiva ( sublinhando, descobrindo o significado de palavras desconhecidas, sintetizando..) de modo a preencher uma tabela sobre esse animal.

No final cada grupo apresenta as suas conclusões e confronta-as com as previsões feitas no início, antes da leitura do texto.

Os alunos preenchem a outra coluna da ficha de autoverificação, preenchendo a coluna “A minha resposta estava”.

Discussão em grande grupo, com vista à tomada de consciência do processo de reformulação do conhecimento previamente expressso.

Realização de uma “sopa de letras” com os nomes de alguns animais que se encontram actualmente em perigo de extinção .

Textos poéticos

Leitura do poema "As fadas" de Antero de Quental,primeiro pela professora e depois pelos alunos.

Exploração do poema.

Recolha de rimas

Escrita de uma nova poesia.


Leitura do poema "Lengalenga do vento"

Leitura do poema "O vento"

Actividades relacionadas com o poema:

O que é o vento?

Diversas sensações que o vento provoca, dividindo-se em sensações tácteis, auditivas, visuais.



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A maior flor do mundo (José Saramago)


“E se as histórias para crianças fossem de leitura obrigatória para os adultos?

Seríamos realmente capazes de aprender aquilo que há tanto tempo ensinamos?”

José Saramago


Reportagem sobre a curta metragem "A flor mais grande do Mundo" dirigida por JUAN PABLO ECHEVERRY.


terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O Ensino da Leitura: o ensino da decifração/desenvolvimento da consciência fonológica

Os sete pilares da decifração

1-O ensino da decifração tem de ocorrer em contexto de leitura. A decifração é a senha que permite ler histórias, poesias, notícias e as crianças devem percebê-la como tal e não como uma sequência repetitiva de fichas e de exercícios mecânicos (Dragan, 2003).

2- O ensino da decifração deve ter por alicerces as experiências e os conhecimentos da criança sobre a linguagem escrita, nomeadamente sobre as funções da escrita e sobre a organização gráfica que rege e organiza a linguagem escrita (Adams, 1994).

3- O ensino da correspondência som/grafema deve ter sempre como alicerces a consciência fonológica, particularmente a consciência fonémica (Thompson & Nicholson, 1999). »

4- O ensino da correspondência som/grafema deve ser explícito, directo e transparente, permitindo ao aluno a prática independente da correspondência aprendida, ou o consequente treino em parceria com os colegas (Caldwell & Leslie, 2005). »

5- O ensino da decifração deve contemplar regular e sistematicamente o reconhecimento de padrões ortográficos frequentes – prefixos, sufixos, sequência consoante/vogal, dígrafos, ditongos, combinação de letras (Paul, 1998).

6- O ensino da decifração deve incrementar a leitura de palavras frequentes para que a criança as reconheça rápida e automaticamente (Caldwell & Leslie, 2005).

7- O ensino da decifração deve estar intimamente associado a práticas de expressão escrita (Neuman, Copple & Bredekamp, 2000).

Sentenças da Bicharada

Apresentação do livro aos alunos “Sentenças da Bicharada” identificando autor, ilustrador e editora.

Leitura, pela professora, de algumas quadras do livro e posteriormente leitura, pelos alunos de outras quadras (individualmente, em pares, em filas, rapazes e raparigas…)

Identificação das rimas através da cor.

Em grupos de três elementos, procurar palavras que rimem com os nomes dos animais e registá-las numa ficha.


Com as novas palavras encontradas escrever novas poesias e registá-las no Blog da turma.

Ainda com as mesmas palavras escritas em cartões, realizar um jogo da glória. Cada jogador retira um cartão, lê a palavra em voz alta, divide-a em sílabas, classifica-a e avança tantas casas como o número de sílabas que cada palavra contém. Ganha o jogador que conseguir chegar ao fim do percurso em primeiro lugar. O tabuleiro para o jogo será feito em cartão com tampinhas de iogurtes, previamente, pelos alunos.

O Balão do Tó Ratão

Leitura da poesia pelos alunos. Conversar sobre o que se ouviu ler.

Lá vai ele, lá vai ele

O balão do Tó Ratão

Ratão, Ratito, Ratola, como uma bola

Ele voa, ele rebola

Vai até à lua

Ele amua

Ai lua, lua

Toca o balão

Não deu o nó

Não deu não.

-Contagem e representação gráfica dos sons de algumas palavras da poesia (dizendo cada som acompanhado de um toque na mesa e colocando o número de marcas gráficas correspondentes, à frente de cada palavra)

-Actividade de Expressão Plástica sobre a história da poesia.

A menina que detestava livros

Construção do livro em tamanho gigante,"A menina que detestava livros", aproximadamente do tamanho das cartolinas, de modo a motivar os alunos e a incentivar o gosto pela leitura e pelos livros.


Exploração da capa: título, autor e ilustrador.

Imaginar desenlaces para a história, com base na imagem e no título.

Leitura do livro por parte da professora

Leitura de frases do livro com batimentos do pé no chão. A cada palavra corresponderá um batimento. A professora exemplifica com uma frase e os alunos repetem. Estes têm, no final, de identificar quantas palavras tem a frase.

Numa segunda fase a professora pede aos alunos que identifiquem, num parágrafo seleccionado, qual a frase que corresponde aos batimentos de pés efectuado.

A professora apresenta uma imagem relacionada com a história lida e coloca-a no quadro. À frente da imagem são colocados rectângulos, em cartolina, que representam as palavras. Os rectângulos são alinhados da esquerda para a direita.


Os alunos tentam “preencher” os rectângulos, apresentando oralmente fases adequadas e com o número correcto de palavras.

Selecciona-se uma das frases sugeridas e a criança escreve as palavras nos rectângulos. Todos lêem a frase, acompanhada com o batimento do pé no chão.

Acrescenta-se um rectângulo à frase. De acordo com a frase poderá colocar-se o rectângulo no meio ou no fim. Explica-se que se vai fazer crescer a frase e que os alunos deverão pensar numa palavra adequada. Após a apresentação das sugestões um aluno escreve no rectângulo a palavra escolhida. Novamente, a frase é lida com batimentos do pé.

Dominó dos sons

Os alunos realizam, em grupos de quatro, um jogo de dominó, onde têm de associar imagens ao número de sons que as constituem.

Exercícios em “Hotpotatoes”

Foram criados exercícios em hotpotatoes de desenvolvimento da consciência fonológica, especificamente a consciência da palavra e da sílaba.

Estes exercícios serão explorados pelos alunos numa sessão de trabalho a realizar posteriormente na sala de computadores da escola C+S, permitindo assim que todos os alunos desenvolvam as competências.

Estes exercícios estão alojados na página pessoal “Cantinho da Teresa”, com o endereço: http://www.cantinhodateresa.net/testesonline/conscienciafonologica_1.htm

Jogo dos sons

Realizaçãp de um jogo: loto de sons familiares. Cada criança tem em sua posse um cartão com três imagens, nas quais irá colocar um feijão, assim que identifique o som (onomatopeia) que lhe corresponde. Quando preencher o cartão, diz; Bingo!

A professora lê a poesia de Luisa Ducla Soares: “O Ratinho Marinheiro”. Após a sua leitura, as crianças do 3º e 4º anos efectuarão uma actividade relacionada com descoberta de rimas , mas dentro do contexto da história.



sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

DESENVOLVIMENTO DA CONSCIÊNCIA LEXICAL

Uma exposição repetida a palavras novas constitui uma fonte importante de desenvolvimento lexical”.
( Baumann et al, 2003)

“Capitais lexicais reduzidos, particularmente nas crianças dos meios mais desfavorecidos, são um factor determinante do insucesso escolar”
(Biemiller, 2004)

Aprendizagem da canção gestual “ O leão”

Pedir aos alunos para sugerirem outras frases que se possam adicionar à canção.

Tinha cara de leão, leão, leão
Mas não era um leão, leão, leão
O que era então? Não digo não! (bis)

Tinha patas de leão, leão, leão
Mas não era um leão, leão, leão
O que era então? Não digo não! (bis)

Tinha dentes de leão, leão, leão
Mas não era um leão, leão, leão
O que era então? Não digo não! (bis)

Tinha-------de leão, leão, leão
Mas não era um leão, leão, leão
O que era então? Não digo não! (bis)

Tinha--------de leão, leão, leão
Mas não era um leão, leão, leão
O que era então? Não digo não! (bis)

Tinha--------de leão, leão, leão
Mas não era um leão, leão, leão
O que era então? Não digo não! (bis)

Tinha--------de leão, leão, leão
Mas não era um leão, leão, leão
O que era então?

Era a mulher do leão!

◦ Indicação de palavras que rimem com “leão”-explicitar qual o bocadinho igual em todas essas palavras – a sílaba.
▫ Aprendizagem de uma lengalenga de palavras terminadas em “ão”

Rei capitão
Soldado ladrão
Menina bonita do meu coração

Ina, ina, não
Ficas tu e eu não

Tão balalão
Cabeça de cão
Orelhas de gato
Não tem coração.

O leão e o canguru
-Leitura do livro pela professora, apoiada pelas imagens que iam sendo fixadas no quadro.
-Reconto oral da história.
-Realização de uma ficha com palavras da história, onde as crianças teriam que pintar o número de sílabas de cada palavra e palavras com a mesma terminação.
-Pintura das ilustrações do livro a preto e branco, para posterior realização de pequenos livros individuais.

Criar uma Mapa Semântico para a palavra Inverno.
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Para esta actividade os alunos sentam-se no chão, em forma de U. É colocado no centro um papel de cenário de grandes dimensões. Esse papel tem um desenho alusivo ao Inverno, no centro, e perguntas que servirão de apoio à descoberta de palavras. Os alunos sugerem palavras que respondam às questões colocadas e escrevem com marcadores no papel de cenário.
Os alunos possuem uma folha A4 igual ao cartaz e, ao mesmo tempo que as palavras são registadas no cartaz, os alunos também as registam na sua folha.


Criar uma Mapa Semântico para a palavra azeite
Foi realizada uma visita de estudo ao lagar da localidade. No dia seguinte teve lugar um diálogo sobre a oliveira e o seu fruto. Foi então distribuído aos alunos um mapa semântico sobre “ O AZEITE “. O mapa foi sendo preenchido no quadro e individualmente por cada aluno.Posteriormente elaborou-se uma composição colectiva sobre o mesmo tema.
"O planeta de Cristal”
Júlio Isidro

-Leitura feita pelo professor

-Reconto oral.
-Em grupo, recolha de palavras do livro com rimas (cometas, planetas, pião, não, são, dão, balão, avião, foguetão, indecisão, imaginação, Julião, especial, espacial, brilhante, radiante, girar, tocar, trabalhar, respirar, sonhar, rodar, rolar, rodopiar, pensar, esquisito, infinito, lunáticos, simpáticos, marciano, venusiano)
Escrita de antónimos de palavras da história.
Escrita de palavras terminadas em ante como radiante.

-Criação de quadras onde entram algumas das palavras da história que rimam.


-Jogo do sabe tudo. Podem jogar várias equipas Cada equipa diz palavras relacionadas com o tema “universo”.Ganha a equipa que conseguir dizer mais palavras sobre o tema.(As palavras serão escritas num papel e posteriormente no quadro)

-Se eu fosse um habitante do planeta de cristal….
Como seria?
Onde viveria?
O que comeria?
O que faria no meu dia-a-dia?

A Menina gotinha de água
-Apresentação de uma história em PowerPoint intitulada “Menina gotinha de água”.
-Exploração oral da mesma seguida da elaboração, colectiva, do mapa semântico sobre a Água. Será dada aos alunos uma pequena ficha de trabalho de completamento de texto .
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Escreve nos espaços em branco as palavras adequadas de forma a completar a história:

Chuva impermeáveis mar montanha nascente neve plantas rio Sol subir terra vapor-de-água vento

Era uma vez uma Gotinha de Água pequenina e transparente. Juntamente com outras Salpico, formava a água de um lago.
Um dia, o Sol brilhante aqueceu a água do lago. As Salpico separaram-se, subiram e formaram o ___________________. Já não se viam as Salpico.
No céu, a Gotinha juntou-se a muitas outras e formaram as nuvens. O _____________ empurrou as nuvens e a Gotinha viajou por muitas terras.
Quando a nuvem ficou mais pesada e encontrou ar mais frio, algumas Salpico caíram em forma de _____________. Ao passar pela ____________, o ar era muito, muito frio e a Gotinha juntou-se a outras e formaram água sólida. Caíram na terra em forma de _____________.
O calor do ____________ derreteu a neve e as Salpico voltaram a ser água líquida. Parte da água introduziu-se na terra e alimentou as _____________. Outra parte infiltrou-se no solo. Quando encontrou as rochas _________________ formou um lençol de água. A Gotinha, com outras companheiras, correu debaixo da _____________ e formou uma _______________.
A Gotinha de água foi ter ao ___________ onde conheceu os peixes. O curso de água ou rio levou a Gotinha até ao __________. Agora a Gotinha faz parte do mar. Vive numa onda à espera que o Sol a aqueça para de novo poder ___________ e começar uma nova viagem.